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Crise das instituições do Estado no DF |
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17 de dezembro de 2009 |
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No dia 9 de dezembro a CUT, junto com diversos sindicatos e partidos que compõem o “Movimento contra a corrupção” que impulsiona a campanha pelo Fora Arruda fez um ato na praça do buriti com cerca de 5 mil manifestantes.
Uma parte dos manifestantes, majoritariamente composta por jovens decidiu ocupar as vias do eixo monumental, uma dar principais avenidas da cidade. 
[Tropa de choque da Polícia Militar age contra manifestanteem frente ao Palácio do Buruti - Dida Sampaio/AE]
A polícia militar com cerca de 700 efetivos chegou com cavalaria, cachorros, tropa de choque do Bope, motos, gás lacrimogêneo, etc.
O ato de ocupação do eixo era pacífico. Mas a polícia decidiu partir para cima dos manifestantes com a cavalaria. Muitos acabaram feridos. A imprensa nacional divulgou imagens onde militantes eram agredidos covardemente pela polícia. Em uma delas aparece a polícia atirando com balas de borracha e spray de pimenta num cinegrafista.
Toda essa repressão coloca o papel político da polícia para proteger o Arruda das manifestações e também destaca o nível de decomposição das instituições do Estado. O escândalo de corrupção atinge os três poderes do Distrito Federal. E a polícia encobre toda essa sujeira por meio de um ataque brutal.
Um verdadeiro campo de guerra onde a polícia estava completamente equipada para reprimir manifestantes desarmados. Alguns estudantes optaram por tacar mangas, bandeiras e pedras para se defender do ataque da polícia. Tiveram manifestantes vomitando pelo efeito do gás lacrimogêneo e outros se jogando na grama com falta de ar. Outros que foram espancados, presos e torturados. Além de terem ameaça de morte. O curioso é também perceber que mesmo dentro da polícia há contradições. Alguns policiais da cavalaria balançavam o cassetete como se fossem bater nos estudantes e falavam baixo para correrem e saírem do local. Uns em moto faziam o mesmo. Como se estivessem respeitando as ordens do estado contra sua própria vontade pessoal. Quando as contradições do Estado chegam a esse nível de desgaste é porque de fato existe uma estrutura a ser modificada.
A corrupção é fruto de uma política que impede que as reivindicações dos trabalhadores e da juventude sejam atendidos. O dinheiro que faltam nas escolas sucateadas foram vistos entrar nas meias de políticos como Leonardo Prudente (DEM). É preciso mudar essa política e varrer de vez toda ela. Começando com o impeachment do Arruda, seu vice Paulo Otávio e a cassação de todos os deputados e políticos envolvidos. Mas é preciso ir além e fazer como os povos de outros países como Honduras, Venezuela e Bolívia que colocam em distintos níveis a necessidade de dar mais poder ao povo.
Os militantes da JR-IRJ estiveram presentes no ato. Inclusive um deles acabou sendo agredido por cassetete da polícia.
É hora de iniciar uma discussão da necessidade de uma Assembléia Constituinte Soberana para que o povo possa ter de fato o poder de decidir sobre seu destino e avançar na linha do atendimento das reinvindicações populares.
Marcius Siddartha - Membro do Conselho Nacional da JR-IRJ
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