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Em varias partes do mundo, a historia de Mumia Abu-Jamal, militante negro e jornalista, que está a 25 anos presos de forma injusta, por um júri racista, foi conhecida e a campanha pela sua libertação vem sendo realizada. Hoje (18.12) nos principais jornais de vários países, conhecemos o caso de James Bain, também negro, que passou 35 anos preso na Flórida-EUA por estuprar uma criança, e após a realização de um exame de DNA conseguiu comprovar a sua inocência.
James foi preso e sentenciado à prisão perpétua em 1974, quando tinha apenas 19 anos e desfrutava de sua juventude. A historia dele, se assemelha com jovens negros de todo o mundo (como a de Abu-Jamal) que tem o seu futuro destruído pela política racista e destruidora do imperialismo.
Na Flórida, em 2001 foi aprovada uma lei que permite a reabertura de casos para a realização de exames de DNA, mas James (homem negro) teve essa possibilidade negada apesar dos vários pedidos feitos por seus advogados. Finalmente, uma corte de apelações reconheceu seu direito e abriu o caminho para que sua inocência fosse provada.
Por enquanto, Mumia Abu-Jamal, que também está preso injustamente a 27 anos, acusado do assassinato por um policial, não teve a sua inocência garantida. Em Abril desse ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o apelo por um novo julgamento.  Em 12 de novembro desse ano, uma delegação internacional marcou uma audiência com Eric Holder (procurador geral, indicado por Barack Obama), em Washington, pedindo um novo julgamento. Tal apelo é fundado no fato de que foi feita uma seleção racista dos jurados que, em 1982, na Filadélfia, fizeram parte do júri que o condenou. Assim como James , negros de todas partes, sofrem com a politica de racismo deliberada.
No Brasil, 65% da população carceraria é de negros. Quando se trata da juventude negra, podemos constatar que as chances de um jovem negro morrer no Brasil é 5 vezes maior que o de um branco. É necessário uma verdadeira política de segurança pública, que garanta a todos os negros e trabalhadores presos injustamente, que tenham o seu direito de defesa a sua liberdade. Assim como o fim do genocidio da juventude negra.
Joelson Souza – membro do Conselho Nacional da Juventude Revolução - IRJ |