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A Juventude Revolução - IRJ, publica abaixo a declaração da Associação dos Trabalhadores e Povos do Caribe - ATPC, dirigida ao povo haitiano e ao mundo em relação a situação atual do Haiti. Leiam a declaração na íntegra: - - - - -
SIM À SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES E O POVO DO HAITI
A Associação dos Trabalhadores e Povos do Caribe, ATPC, aporta sua total solidariedade ao povo haitiano ferido e morto mais uma vez por um terremoto de forte intensidade que acaba de acometer este país.
A ATPC espera que as batidas policiais, o assédio, as expulsões manu militari exercidas contra a população haitiana no território de Guadalupe cessem imediatamente. Soubemos da expulsão de uma criança de 5 anos durante os ciclones que arrasaram o Haiti em agosto e setembro de 2008.
A ATPC afirma que o Estado francês não deixará de aproveitar esta situação para justificar a presença de forças de ocupação e particularmente da MINUSTAH neste país, forças das quais participa de maneira significativa. Não deixará de utilizar Guadalupe, assim como a Martinica, como vitrines da França no Caribe. A ATPC reitera que a destruição, as numerosas vítimas, o aprofundamento do sofrimento, causados a população por este terremoto são as consequências da flagrante ausência de infraestruturas, do estado precário da maior parte das infraestruturas e moradias existentes, do desemprego que alcança mais de 60% dos trabalhadores, dos salários miseráveis (menos de dois euros por dia) enquanto o governo do Haiti envia a cada semana mais de 1 milhão de dólar às instituições internacionais a título de pagamento de uma dita dívida externa.
A ATPC apela aos povos de Guadalupe, do Caribe, para que protestem contra esta situação;
Apela e reafirma que a atual situação do país Haiti não está ligado a nenhuma fatalidade, tampouco a qualquer maldição e sim a superexploração, a submissão imposta pelas potências ocidentais, notadamente a França e os Estados Unidos, ao povo haitiano e à nação haitiana, primeira República Negra no mundo, que venceu as tropas de Napoleão I, enviadas para reestabelecer a escravidão em 1802 em Gaudalupe.
Robert FABERT - Pela ATPC
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