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Após a passagem de ano, no dia 04 de janeiro, uma nova ofensiva é realizada contra os trabalhadores e a juventude na cidade de São Paulo: a passagem de ônibus aumentou de R$ 2,30 para R$ 2,70. Hoje, o salário mínimo é R$ 510, um trabalhador que pega ônibus e metrô gastará R$ 240. Quase a metade. Claramente, o aumento é para beneficiar os empresários do transporte coletivo.
Fonte: CMI, foto de Leo Pinheiro
À época da empresa estatal de transporte, CMTC, durante a gestão de Erundina, a passagem custava o equivalente a 0,43 dollar. Hoje, são 1,53 dóllares. Primeiras mobilizações Em resposta, cerca de 300 jovens protestaram no dia 07 de janeiro. Eles andaram da Praça Ramos (Centro) até o Terminal Urbano Parque Dom Pedro. Ao tentarem entrar no Terminal, foram fortemente reprimidos pela Polícia Militar (PM), que atirou bombas de gás lacrimogêneo, usou armas de bala de borracha e cacetetes para agredir os manifestantes. Os trabalhadores que voltavam para casa solidarizaram-se, e foram alvo de tiro dos policiais. No dia 14, outra manifestação aconteceu, dessa vez com cerca de 1000 participantes, em frente à Prefeitura. O papel das entidades Agora, a responsabilidade pela mobilização do próximo ato, marcado para o dia 25/01, é das entidades estudantis: União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) e União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). Elas devem estar na linha de frente na luta contra a política criminosa do Prefeito Kassab que aplica uma política contrária às necessidades dos estudantes: se já era difícil chegar às escola, agora piorou. Mais do que nunca, está na ordem do dia o Passe-livre Estudantil. A tarefa obrigatória das entidades é convocar um ato unitário contra o aumento da passagem e mobilizar levantando a bandeira do Passe-livre Estudantil, em continuidade ao processo de luta em curso. Carlos Henrique Leite e Silva Militante da JR-IRJ, núcleo São Paulo (SP)
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