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Haiti


Clique na imagem e veja o documentário de Kevin Pina que relata alguns acontecimentos no Haiti.

"A juventude e os trabalhadores devem estar ao lado do povo do Afeganistão, contra a ocupação"
08 de março de 2010
A Juventude Revolução - IRJ publica a tradução da mensagem da organização  LRA - Left Radical of Afghanistan (Esquerda Radical do Afeganistão) aos jovens e organizações juvenis que mobilizam contra a guerra e que exigem a retirada das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) do Afeganistão. Um relato vivo que só reforça a necessidade da mobilização da Jornada Internacional Contra a Guerra e a Exploração, no dia 20 de Março.

" A vinda de destacamentos suplementares de soldados para o Afeganistão vai causar ainda maiores baixas para os afegãos e americanos. (...)
 

As promessas radiosas e o sonho de fazer do Afeganistão um paraíso mostraram, rapidamente, que eram uma mentira. As pessoas não acreditam mais em slogans bonitos de “Democracia, Paz, Direitos Humanos e Reconstrução”. Durante os últimos oito anos, em vez da democracia elogiada pelos EUA e pela OTAN, o povo do Afeganistão foi conhecendo apenas a barbárie. Em vez de “paz”, a insegurança e a guerra, os massacres de crianças e de mulheres inocentes; a prisão e a tortura, em vez dos “direitos humanos”. Em vez de “reconstrução” foram-lhe dados bombas e a destruição de suas aldeias e casas.

(…) As novas tropas dos EUA e da OTAN serão estacionadas ou enviadas para as fronteiras do Afeganistão e do Paquistão, do Irã e da Ásia Central. Na verdade, esses 45 000 soldados estão a ser preparados para a guerra com o Paquistão e não com o Afeganistão.

As tropas de ocupação, o Exército e a Polícia Afegãs
Desde a ocupação do Afeganistão e do estabelecimento do regime fantoche do presidente Karzai, o imperialismo dos EUA e os seus aliados europeus decidiram criar o “Exército Nacional Afegão” e a “Polícia Nacional Afegã” para reforçar a posição do seu governo militar mercenário no Afeganistão. Inicialmente, os EUA despediram todos os profissionais e os oficiais superiores da polícia e do exército que tinham sido treinado pelas forças soviéticas, nos anos 80 e, para o seu lugar contrataram para o exército e a polícia novos recrutas, economicamente dependente, treinando-os à pressa.

Os comandantes dos EUA e da OTAN comportam-se como senhores de escravos em relação aos afegãos que eles formam. Eles não mostram nenhum respeito pelas tradições e pela dignidade daqueles que treinam. Enviam-nos sempre para a primeira linha para servirem como escudos humanos durante os combates, sem lhes darem as armas e equipamentos adequados de que dispõem os soldados estrangeiros. O número de mortos e de feridos do exército e da polícia afegãs é 90% maior que o dos soldados EUA OTAN.

Por outro lado, não há nenhuma coordenação nem confiança entre a polícia e Exército afegãos e as forças estrangeiras. Tem havido muitos conflitos das forças policiais e do Exército afegãos com as forças estrangeiras. A polícia e o exército afegãos foram vítimas de bombardeamentos aéreos das tropas EUA/OTAN. Desde 2002, tem sido feita pressão para treinar e equipar o Exército Nacional Afegão e a Polícia Nacional afegã, mas de facto a “comunidade internacional” não cumpre os seus compromissos em relação ao Afeganistão. O financiamento concedido à polícia e ao exército afegãos é inferior ao custo de 50 soldados dos EUA em guerra no Afeganistão.

Conclusão
Os EUA, com o apoio directo ou tácito dos imperialismos que lhe estão subordinados, utilizaram – e continuam a utilizar – a guerra do Afeganistão, tanto para controlar aquela zona estratégica do mundo, como para fazer dela uma via de transporte “para o Ocidente” das enormes reservas de petróleo e de gás que ela contém.

A mobilização das populações dos outros países (e, muito especialmente, dos EUA) são essenciais para acabar com aquela guerra de ocupação, tal como na década de 70 levaram ao fim da guerra no Vietnã.

A palavra de ordem central, em cada dos nossos países, é a retirada das respectivas tropas que participam em missões imperialistas.

A juventude e os trabalhadores deve estar ao lado do povo do Afeganistão, com as suas organizações operárias e populares, contra a ocupação por tropas estrangeiras, no mesmo processo em que intervém contra o desemprego, a perda de direitos sociais e a exploração provocados pelo sistema capitalista.

LRA - Left Radical of Afghanistan
 
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