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Em 19 de julho de 1936, os trabalhadores e suas organizações se levantaram na Espanha. Pegaram em armas, formaram milícias, se uniam as mais diversas correntes do movimento operário. Comunistas, anarquistas, todos juntos para conter o avanço do facismo sobre a região.
No processo de defesa do povo espanhol, camponeses e operários expropriavam o campo dos latifundiários realizando a coletivização da terra, assumiam o controle das fábricas e destituíam a igreja de seu poder secular. 
O processo revolucionário que se havia aberto com a queda da monarquia não faleceu por falta de garra dos trabalhadores. A Revolução Espanhola tem muito a nos ensinar, e seu aniversário nos faz lembrar que muitas das questões colocadas para os trabalhadores e a juventude naquele momento ainda se fazem presentes nos dias de hoje. Porque então a revolução não foi até o fim? Em 1937 escrevia Trotsky: “A burocracia soviética sabota a revolução espanhola para não assustar a burguesia francesa. A burocracia soviética não dá todo o apoio que poderia dar se realmente quisesse ajudar a Espanha. Só ajuda na medida necessária para salvar seu prestígio diante dos operários do mundo. Pense o leitor a comoção que se produziria em Londres e Paris se fossem criados autênticos sovietes em Madri. A União Soviética deve manter sua autoridade internacional, e a única fonte dessa autoridade só pode ser a classe operária internacional. Por isso necessita que a Internacional Comunista tenha êxitos ocasionais. Não é exagerado afirmar que o proletariado espanhol não tomou o poder na Espanha porque faltou ajuda soviética (...) a atividade sistemática da classe operária poderia ter derrotado o facismo alemão. A responsabilidade pelo Ascenso de Hitler recai sobre um nome: Komintern”. Um ótimo filme para se compreender como Stálin não só deixou de ajudar os revolucionários na Espanha como também fez questão de desmobilizar as milícias camponesas e operárias é o Terra e Liberdade de Ken Loach. A contra-revolução apoiada por Stálin na Espanha ajudou a vitória de Franco, e a partir daí a Espanha mergulhou num período de crise. Mas apesar disto e embora muitos defendam que não havia saída para os operários espanhóis e de que não era possível enfrentar o facismo, como muitos dizem na atualidade que não é possível enfrentar o imperialismo, tanto aqueles revolucionários que na década de 30 erguiam barricadas para conter o avanço do facismo, hoje também vemos a necessidade de lutar contra a guerra e a exploração. E assim, reivindicando as bandeiras pela revolução socialista é que a Juventude Revolução comemora o aniversário da Revolução Espanhola. No dia 30 de abril, a Organización Revolucionaria de la Juventud (ORJ), aderente espanhola da IRJ, participou de um ato em homenagem ao poeta Miguel Hernandez, que morreu de tuberculose após ter passado vários anos na prisão por ter militado na revolução espanhola. Abaixo um poema de Miguel Hernandez e um link para um documentário no Youtube sobre a revolução espanhola. La vejez en los pueblos. El corazón sin dueño. El amor sin objeto. La hierba, el polvo, el cuervo. ¿Y la juventud?
En el ataúd.
El árbol, solo y seco. La mujer, como un leño de viudez sobre el lecho. El odio, sin remedio. ¿Y la juventud?
En el ataúd.
Miguel Hernandez No youtube, você encontra o documentário "19 de Julio, Revolución Española", em espanhol. Parte I http://www.youtube.com/watch?v=oMGyqAAK1OU&feature=player_embedded#! Parte II http://www.youtube.com/watch?v=R04zcjCxLXM&feature=related Parte III http://www.youtube.com/watch?v=o5IwPi7lmRY&feature=related Parte IV http://www.youtube.com/watch?v=tlMQPQGFSvI&feature=related Gustavo Soares de Lima - Militante da Juventude Revolução -IRJ em Marechal Cândido Rondon (PR)
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