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Neste ano de 2010, com as eleições, muita coisa está em jogo no Brasil. Sem nenhuma ilusão de que todos os problemas da juventude poderiam ser solucionados pela eleição de qualquer candidato, a Juventude Revolução precisa encarar este terreno eleitoral como uma oportunidade para ajudar a avançar a luta do povo pelo atendimento de suas reivindicações.
Os trabalhadores e a ampla maioria da juventude se agarram à candidatura de Dilma, contra a volta dos privatizadores do PSDB/DEM, como Serra, FHC, Aécio, Yeda, Arruda e etc, para conseguir alcançar alguma vitória. Porque enxergam que Dilma pode significar a possibilidade de algumas melhorias. E nós não temos que ter medo de dizer que estamos ao lado desses jovens, desses trabalhadores, para votar e exigir de Dilma o compromisso com as nossas reivindicações.
Afinal, foi a luta dos jovens e trabalhadores que elegeu Lula para que atendesse algumas históricas reivindicações. Se por um lado houve um aumento real do salário mínimo e uma ampliação das escolas técnicas e das vagas nas universidades, por outro há ainda muito por ser feito, o que passa pelo rompimento com a política do imperialismo, com o fim do pagamento da dívida e o fim da ocupação militar no Haiti. Além da necessidade de se ter vagas para todos nas universidades públicas, mais verbas para educação e etc. Mesmo tendo ajudado a eleger Lula, a JR-IRJ sempre manteve sua independência em relação ao governo, exigindo aquilo que é necessário para a juventude e para os trabalhadores. Reivindicações dos trabalhadores e da juventude Estamos com aqueles que querem ver as suas reivindicações atendidas, e enxergam na eleição de Dilma do PT, pela própria relação que o governo tem com as organizações dos trabalhadores e jovens, o único caminho para isso. Ou seja, estamos com os petroleiros que apresentaram para Dilma o PL 531 que propõe uma Petrobras 100% estatal, com todo o petróleo para a nação, exigindo dela o seu compromisso. Estamos com os Sem Terra que querem de Dilma o compromisso com a Reforma Agrária, começando pela atualização do índice de produtividade da terra. Estamos com os trabalhadores de todo o país que querem emprego e a redução da jornada para 40h, que querem a aplicação do piso salarial nacional para os professores. Estamos com os estudantes que dizem: mais vagas nas universidades públicas! Mais verbas para a educação! Passe livre estudantil! Estamos com a juventude, como os jovens do Rio Grande do Sul, que nas manifestações contra as drogas dizem “Queremos Emprego, educação, diversão e Arte! Não às Drogas”! Armadilhas para a juventude Não podemos deixar a juventude ser enganada pela candidatura armadilha de Marina Silva, com sua roupagem “verde” ecologista, que se pretende defensora do meio ambiente, mas se declara aliada de todos. Incluindo os próprios capitalistas, os maiores responsáveis pela destruição do meio ambiente. Marina ainda se diz defensora do “Estado mínimo” e do ensino do criacionismo nas escolas. Do mesmo modo, temos que explicar o significado de candidaturas como a de Plinio (PSOL) ou Zé Maria (PSTU), os quais de costas para os interesses, e mesmo as ilusões, das massas de jovens e trabalhadores, se dizem alternativas. Mas nos fatos, só servem para dividir a luta pelas reinvidicações. O movimento e a independência da JR-IRJ A eleição de Lula em 2002 e sua reeleição em 2006 foram, sem dúvida nenhuma, uma expressiva vitória da juventude e dos trabalhadores, que por anos construíram suas organizações e lutaram por melhores condições de vida. A Juventude Revolução, que nasceu em 1989, fez parte deste movimento, e mesmo consciente desta importante vitória, em nenhum momento deixou de exigir do próprio governo Lula o atendimento das reivindicações. Porque não tem nenhum interesse distinto dos interesses da maioria da juventude. E assim temos que fazer nestas eleições: chamar o voto em Dilma mantendo nossa independência, sem nos confundir com as próprias alianças de Dilma. Por exemplo, a aliança com o PMDB, partido historicamente inimigo dos jovens e trabalhadores. Ou seja, na campanha não somos, nem seremos, meros cabos eleitorais, é certo. Nossa tarefa é ajudar os jovens e trabalhadores a se colocarem em movimento pelo atendimento das suas reivindicações. Para isso, como afirmamos em nosso Encontro, nos dirigiremos a Dilma para dizer junto com a maioria dos jovens que precisamos de Emprego, Educação Publica, Saúde, Reforma Agrária, Diversão e Arte! Não de drogas! Da mesma forma, podemos e devemos multiplicar iniciativas, em conjunto com outros jovens, organizações de juventude, sindicatos e mesmo candidatos a deputados, que se dirijam a Dilma para exigir o compromisso com as reivindicações como mais vagas nas universidades, mais verbas para a educação, o fim da ocupação do Haiti, a ampliação do acesso ao esporte ao lazer e a cultura e etc. Associando jovens a estas iniciativas podemos ajudar a eleger Dilma e colocar em movimento a juventude para combater pelo atendimento de suas necessidades. Priscilla Chandretti - militante da Juventude Revolução-IRJ em Juiz de Fora (MG), núcleo Centro.
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